
Foto: Ricardo Giusti / PMPA
Nunca entendo muito bem os critérios de administração pública desta cidade. Mas até aí, tudo bem. Se eu entendesse provavelmente seria administrador e não um palpiteiro em um blog.
Esse cidadão que vocês vêem na foto acima é o diretor do DMLU Mário Monks. Ele está acariciando uma das novas e simpáticas lixeiras metálicas que a prefeitura espalhou pela cidade de Porto Alegre, numa iniciativa que, visando à eleição próxima ou não, eu aplaudo, dado que encontrar uma lixeira no teu caminho era uma tarefa mais ou menos complicada, o que obrigada a todo mundo ficar com os bolsos cheios de papelama ou com o lixo mais melequento na mão por quadras a quadras (isso os otários como eu, porque tem os porcalhões que simplesmente jogam tudo na rua).
Então do que eu estou reclamando, perguntarão vocês? De nada em espécifico. É que esses dias passei pela Avenida Ipiranga, uma das mais extensas e importantes de Porto Alegre. E de um lado, havia lixeiras em profusão, uma, duas, três, praticamente uma cada esquina, literalmente, um montão delas como é o ideal numa cidade grande. E na calçada do outro lado, nenhuma. Não vejo problema em vagabundo atravessar a rua para deixar o papel no lixo do outro lado, mas não é esse o critério, tanto que mais adiante a João Pessoa está com muitas lixeiras dos dois lados. O que me surpreeende é que a Ipiranga é uma rua larga com um arroio passando no meio (não chega a ser largo como o Tietê, mas está lá), logo, essa travessia em nome do bem comum fica mais complicada. A pergunta é: se botaram tantas de um lado, custava botar uma que fosse a cada 100 metros ou 150 do outro?

